sábado, 18 de setembro de 2010

LUAR


Descreve meu entardecer
Louca pra anoitecer
Ver a lua resplandecer
Ela vem cheia
Cheia de amores
Cheia de dores
Explode de clamores
A lua olha nos meus olhos
Se envaidece
Me faz uma prece
Nunca me esquece
Quase indo embora
De novo me olha
Diz.. ora
Passou da minha hora
Vê se não demora
E de dia não chora
Somos um agora

Tamires Barros

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

INIMAGINÁVEL


Pensar em outro lado
Sem se atrair
Sem nada convergir
Agir no imediato
Nada sentir
Olhar, pensar, fazer
Mesmo sem nada imaginar
Calcular o inimaginável
Todos a te olhar
Ninguém te vê
Pré conceituar
O que nem eu sei entender
Amedrontado ir buscar
Respostas que nem sei querer
Fui lá, voltei
Continuo amando o que amei
Reproduzir
Não conquistei
O que eu próprio enfatizei

Tamires Barros

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CLAREAR


Meus olhos pedem ajuda
Do que eu mesma não sei pedir
Ficam assustados
Embebedados de tanta dor
Mas ainda vibram
Com uma esperança
Que não mais esperará
Parecem olhos de criança
Numa piscada a brilhar
Clama e chama
Mais uma noite vai chegar
Meu olhar dança
Até a chama clarear

Tamires Barros

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

AMOR


Mãe minha
Vida minha
Personificação do que é minha razão
Estrela que me guia
Floresce todos os meus dias
Minha rica
Minha querida
Fortaleza viva
Amor que não se limita
Colo que melhor me abriga
Amor, amor, amor
Pra sempre e em cada por


Tamires Barros

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DESABROCHAR


Nunca mais esperar
Mesmo que pra sempre amar
Um laço desabrochar
Um encanto perdido, um outro lugar
Num canto eu fico escondido
Acabo num meio infinito
Sem início, sem fim ou espírito
Cada traço perpetua sua força
Em meio ao brilho sua face me parece louca
Entristeço o meu alegrar
Felicito onde não vou encontrar
Sem mais emoções, não sei explicar
Só resta esse estranho que irrita o olhar

Tamires Barros

domingo, 13 de junho de 2010

SOME




Seu rosto nu não me mostra os seus olhos
Sinto sua pele
Sinto sua alma
Me envolve, me enche, esvazia...
Não solto, prendo
Vaga longe
Não acho
Vejo folhas, me encaixo
Meus ouvidos escutam sua alma
E ela cala em cada traço
Sua borracha não apaga minha mente
Sua flor da forma ao meu coração
Me ouve, me escuta
Não te grito nunca
Invade o peito
Não porque paro
Mas porque só você me consome
Vejo o mundo
Some


Tamires Barros

quinta-feira, 1 de abril de 2010

UM TRAGO


Dou um trago
Meu anjo me leva
Cuida, abriga, conforta
Viaja a alma
Sem dor ou desamor
Me livra do meu pavor
Voa, voa
Esse é que me liberta
Traz de volta toda a calma
Vai meu anjo da guarda
Vamos seguir nossas estradas
Me liberta mas sempre me guarda

Tamires Barros